
Crítica: Último Harry Potter traz sua melhor forma do começo ao fim
Por Alonso Duralde – The Wrap
Tradução de Fernando Castro
Comparando com o mil vezes terrível, desleixado, estridente, estúpido, rebaixado e sem gosto Eragorn, y coisas poderiam ter dado errado ao longo dos 10 anos e oito filmes que trouxe a mega popular série Harry Potter de J. K. Rowling às telonas. É praticamente uma estatística anômala que o capítulo final, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, traga sua melhor forma do começo ao final.
Até aqui dentro da história, o roteirista Steve Kloves (que adaptou todos, exceto um dos sete livros de Rowling) não teve que explicar os adiantamentos (Voldemort e seus Comensais da Morte estão aprumados para tomar controle do mundo mágico e destruir o gênero trouxa), os personagens ou os mecanismos da trama.
Relíquias da Morte – Parte 2 abre com longas e silenciosos tomadas de Voldemort (Ralph Fiennes) e Snape (Alan Rickman) encarando significantemente janelas diferentes e, após a introdução de tantos personagens, lugares e itens mágicos ao longo dos anos, os atores e o público ganham um pouco de silêncio.
Mas há pouco tempo para uma análise interior.
Harry (Daniel Radcliffe), Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint) ainda estão longe caçando e destruindo as várias Horcruxes que contêm pedaços da alma de Voldemort, mas felizmente, as seqüencias deprimentes e sem fim do trio acampando de Relíquias da Morte – Parte 1 ficaram para traz. A sua tarefa os leva a toda parte: dos profundos e mortais cofres no Banco Gringotes aos corredores de Hogwarts.
O outrora alegre castelo tem o sentimento melancólico de um forte ocupado. As forças das trevas estão em ação e eles lançaram uma mortalha por sobre todos, mesmo sobre a geralmente incansável professora McGonagall (Maggie Smith).
Em outras palavras, as coisas tomaram um novo rumo, rumo mais sombrio desde Harry Potter e a Pedra Filosofal, em 2001. Personagens principais têm morrido desde que Robert Pattison foi derrotado em Cálice de Fogo, mas a contagem de corpos nunca foi tão alta como agora. Pais cujas crianças ainda não leram os livros e não estão preparadas para o que está vindo podiam pensar duas vezes a respeito deste filme.
Como se para dar aos fãs uma última espiada em cada canto deste universo, o roteiro de Steve Kloves chama de volta cada elemento do mundo mágico que chegamos a conhecer: do Gringotes para a loja de varinhas de Olivaras, para a loja de doces, então para a Sala precisa. Lugares que desempenharam papéis-chaves na trama aparecem novamente (mesmo o Chapéu Seletor do primeiro filme faz sua aparição).
Semelhantemente, pelo visto há um desfile sem fim de estrelas (Smith, Fiennes, Helena Bonham Carter, Emma Thompson, Jim Broadbent) e estrelas Potterianas (particulamente o Neville Longbottom de Matthew Lewis) em boas exibições também.
Se há uma falha substancial no filme é que essa procissão de pessoas, lugares e objetos pode muito pouco se ajustar nos 130 minutos de tempo corrido. Ansioso para o ápice emocional do relacionamento entre Harry e Gina Weasley (Bonnie Wright)? Bem, é vigoroso.
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 estreia em uma semana!!!!
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